em meio ao deserto imenso,
partícula ínfima do ser,
mudo, paralisado,
relicário de pesares...
pesa-me o corpo, ainda não subjugado
e mesmo ante aos ferozes ventos do norte
ainda sustenta o fio da vida
inconcebível vontade humana...
não tarde, tão sempre
agiganta a escuridão e toda sorte de
imprevisíveis fatalidades...
o homem encara o inimigo.
feito de dor e lágrimas
forjado em honra
se ergue como sol,
a tez banhada , suor e sangue
não teme, não cala
em golpe fatal, ardil
põe por terra seus algozes
bebe no cálice da honra
a vitoria sobre a debilidade dos infelizes.
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