segunda-feira, 1 de novembro de 2021

essa minha dor

 há uma dor que não se cala

como pregos perfurando a carne

gritos estridentes ecoando na cabeça

descortinando as mortalhas do tempo


os calcanhares amarrados a 

balões estourando em tardes frias

sob o olhar alcoviteiro 

do futuro pesaroso que vem 


dentro de um sono profundo

se oue o vento, os sonhos indo

fogo fátuo, suspiro derradeiro

o corpo em suor, e, a dor ...


onde você estava  quando a 

noite escura cobria com véu tua dor ?

onde estava o cego que vigiava sua vida efêmera?

e, o infinito de poeira de pensamentos lhe aflige


dentro da trilha emaranhada do destino

o ser que ri de si mesmo, leva sobre o ombro

o peso triste e suave

da morte que cada um carrega dentro de si,

a cada dia

vivendo um pouco menos,

morrendo um pouco mais.


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