há uma dor que não se cala
como pregos perfurando a carne
gritos estridentes ecoando na cabeça
descortinando as mortalhas do tempo
os calcanhares amarrados a
balões estourando em tardes frias
sob o olhar alcoviteiro
do futuro pesaroso que vem
dentro de um sono profundo
se oue o vento, os sonhos indo
fogo fátuo, suspiro derradeiro
o corpo em suor, e, a dor ...
onde você estava quando a
noite escura cobria com véu tua dor ?
onde estava o cego que vigiava sua vida efêmera?
e, o infinito de poeira de pensamentos lhe aflige
dentro da trilha emaranhada do destino
o ser que ri de si mesmo, leva sobre o ombro
o peso triste e suave
da morte que cada um carrega dentro de si,
a cada dia
vivendo um pouco menos,
morrendo um pouco mais.
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