quarta-feira, 16 de junho de 2010

Soneto a nós

Somente penso no eu
quando do ti me esqueço
esquecer, é então proposital
singular forma do meu apreço.

não há forma individual do nós
nem tão intenso, nem mais coeso
porque, se pro eu não existisse o ti
seria o mesmo que o fim sem o começo.

o ti, as estrelas e a porta
o eu, o céu e as chaves
indivisível; o nós, assim, simbiose perfeita.

o tempo vilão escraviza ao esmero
mas somos nós o que um do outro espera
a comunhão infinita; o nós pronome eterno

Um comentário:

  1. Acho que já vi esse poema em outras épocas.... Lindo!!!!!!

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