quarta-feira, 16 de junho de 2010

Soneto à morte


a vida jaz com um suspiro da morte
o lascivo gosto do rancor abstrato
em brumas noturnas festejas 
displicente ao próprio ato. 

os corpos tombam aos milhares 
onde se refestelam os vermes da terra 
sangue, carne e ossos em bandejas fúnebres 
banquete mórbido da matéria que se esfacela. 

um agônico suspiro precede o fim da vozes 
cerram-se os olhos dando adeus à sorte 
ecoando à sua volta trombetas nefastas; 

veloz corcel negro, gélido vento do norte. 
furtiva, aproximas indiferente aos prantos. 
tristeza dos que ficam, alívio pra quem parte

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